A Quinta dos Peixes Falantes

A Quinta dos Peixes Falantes possui 4 espaços de alojamento em espaço rural, 2 casas com quarto e 2 estúdios, rodeados por um jardim que lhe garante silêncio e privacidade total para uma experiência imersiva dos Açores.

Juntando a arquitetura tradicional micaelense com os métodos mais inovadores de construção, a Quinta dos Peixes Falantes garante a simbiose da relação com a natureza e a sua pureza e o maior conforto para quem nos visita.

Um espaço ímpar de partilha e comunhão, onde reside a nossa família açoriana, e onde os nossos convidados podem experienciar as nossas vivências, partilhando connosco os espaços comuns da Quinta, em que a Ermida, reconfigurada e recuperada, se assume como a nossa sala de visitas ou a extensão da sua sala de jantar.

Quem Somos

Aqui se reúnem as vidas da vida de uma família.

Nascida abençoada pela Ermida que lhe faz fronteira, esta quinta cresce com o entusiamo e o calor das reuniões familiares açorianas e das suas heranças culturais.

Beirando o mar de Santana e investida de um sem número de histórias entre amigos, familiares e vizinhos, surgem então os “peixes que falam”. Que falam, mas não lhe contam a história, dão-lhe a oportunidade de construir a sua.

São eles que lhe abrem a porta e que lhe dizem que aqui os Açores deixam a contemplação e vêm para a mesa, para casa, para o chão que pisa, para si. Aqui os Açores são reais, são família, são partilha.

E afinal o que são "Peixes Falantes"?

Tradição e História

Esta é uma história que começa com uma Ermida construída no século XVIII. E da Ermida nasce a casa principal. E com a casa, a quinta.

A Quinta dos Peixes Falantes nasce, assim, entre a tradição e a prática, sempre comum, entre algumas famílias da ilha de São Miguel, da existência de casas de veraneio junto ao mar, neste caso, Santana, foi o local privilegiado para as famílias da Ribeira Grande se juntarem e passarem o seu verão durante largos anos, uma zona privilegiada com um microclima que lhe proporciona condições únicas durante todo o ano.

Nunca descurando a ligação ao campo e às atividades agrícolas, pomares e vinhas, estas quintas e estes espaços eram locais de partilha entre os vizinhos e a comunidade, onde se juntavam para conviver, incluindo o, já pouco comum nos dias de hoje, “croquete”. Aqui se construíam histórias e se cimentavam relações para toda a vida, que passavam de geração em geração.

A Quinta dos Peixes Falantes é, assim, uma típica casa de veraneio açoriana que se foi transformando pelo tempo, mantendo-se sempre no seio da mesma família, servindo os mais variados propósitos, sendo hoje casa de uma família açoriana, que se cruza com a sua vocação de “bem receber”.

SABIA QUE?

Para além destas condições únicas, Santana tornou-se, ainda, mais interessante por ter sido o primeiro local da Ilha de São Miguel com aeródromo, ponto de atração obrigatório a partir dos anos 40 do século XX – o chamado “aerovacas”.

Arquitetura

A Quinta dos Peixes Falantes é um projeto arquitetónico do atelier açoriano M-Arquitetos e tem uma característica muito especial: O arquiteto é o proprietário e, além de proprietário, é descendente da família que iniciou a construção desta quinta.

Como tal, e com o objetivo de preservar a essência e a genuinidade do local, assim como a herança e as memórias familiares, houve a preocupação da valorização do património arquitetónico existente recorrendo a uma fusão entre a tradição e o contemporâneo.

Na busca desta valorização podemos encontrar os muros de basalto açoriano que ladeiam uma casa principal de estilo solarengo, o chamado “estilo micaelense”, muito típico da altura da sua construção, e que delimitam a quinta na sua totalidade ou, ainda, o aproveitamento dos antigos currais de vinha para a construção de dois estúdios inspirados em antigas arribanas que refletem modelos arquitetónicos da ilha de São Miguel.

Foi também reaproveitada a chamada “casa do caseiro”, resultando em duas unidades (casa com quarto) onde podemos encontrar o chão original e tipicamente regional de tijolo, bem como a típica traça das casas agrícolas açorianas.

A nível de materiais utilizados há o recurso a matéria prima regional, com o revestimento exterior em basalto e criptoméria dos dois estúdios, sendo os mesmos revestidos interiormente por pinho português.

A reabilitação da Ermida, resultando num espaço totalmente diferenciador para convívios, eventos ou reuniões, aliando a história e a tradição à contemporaneidade da arquitetura, bem como a valorização do jardim e do espaço exterior através da introdução de variadas plantas endémicas e espécies arbóreas típicas dos Açores ou árvores de fruta, são, sem dúvida, alguns dos pontos altos deste projeto.

Arte e Cultura

Os Açores são conhecidos pelos seus intelectuais ímpares que carregam em si uma enorme carga emocional muito condicionada pela sua vivência arquipelágica, o que os torna absolutamente únicos.

Aqui, na Quinta dos Peixes Falantes, não poderia ser diferente, e desde a manifestação artística presente na Ermida, à componente arquitetónica, tudo tem um propósito e é por isso que aqui os peixes falam connosco.

E Afinal o que são “Peixes Falantes”?

São, nem mais nem menos, que uma criação artística inspirada no “sermão de Santo António aos peixes” do Padre António Vieira, obra literária de grande relevância em Portugal, que se materializa num conjunto de pinturas singulares que o autor, tio e familiar dos proprietários da Quinta dos Peixes Falantes, deixou como legado aos seus sobrinhos e que hoje dá cor e alimenta a história deste local único nos Açores.

Além do valor sentimental, estas obras têm um valor artístico bastante significativo, sendo o seu autor o açoriano José Nuno da Camara Pereira.

Quem era José Nuno?

José Nuno da Camara Pereira, ou José Nuno como era conhecido no meio cultural, foi considerado por muitos como o mais
importante ou dos “mais importantes artistas plásticos portugueses que residiam nos Açores”.

Nascido em Santa Maria, dedicou-se durante a sua vida à pintura, escultura, mas também ao ensino, recolhendo inúmeras distinções e prémios, entre os quais o prémio pela 1.a Bienal dos Açores e Atlântico, na III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian.

No seu regresso a Portugal e, posteriormente, no seu regresso aos Açores participou na Criação do Centro de Arte e Investigação (CAI) e fundou a Oficina d’Angra – Associação Cultural.

Em 2016 teve a última grande exposição do seu trabalho, no Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas dos Açores, com o título “Um Sísifo feliz”.

Natureza

A Quinta dos Peixes Falantes reflete, de forma contemporânea, as vivências de uma típica quinta de veraneio Micaelense do século XX, levando aos nossos convidados toda esta experiência, sendo que cada alojamento tem acesso a um espaço ajardinado privativo do qual podem usufruir.

O espaço exterior é dominado por uma pequena mata e a componente agrícola está reforçada com a criação de uma nova zona de pomar, que fornece, com produtos biológicos e da época, algumas das necessidades da Quinta, podendo os nossos convidados colher e experimentar como se estivessem na sua própria Quinta.

Os tradicionais “abrigos” de metrosíderos, o incenso, os hibiscos ou as cameleiras serpenteiam junto aos antigos caminhos pedonais, que foram recuperados, permitindo observar o trabalho de reintrodução de espécies endémicas açorianas como o louro ou as faias, que permitiram a criação de um espaço verde absolutamente ímpar neste tipo de alojamento.

Aqui todas as plantas, todas as árvores, todas as flores têm uma história, experimente perguntar de onde vieram as rosas amarelas...

Localização

  • A 800m da praia de Santa Bárbara
  • A 18kms de Ponta Delgada
  • A 19kms do Aeroporto
  • A 5kms da Ribeira Grande

 

  • A 30kms das Furnas
  • A 16kms da Lagoa do Fogo
  • A 9kms da Caldeira Velha
  • A 37kms das Sete Cidades

 

  • Proximidade das plantações de chá (Gorreana e Porto Formoso)
  • Proximidade do campo de Golfe da Batalha